O vetor

O principal vetor da Febre Amarela Silvestre são mosquitos do gênero Haemagogus. A fêmea desses mosquitos transmite o vírus através da picada. Os mosquitos se desenvolvem em buracos de árvores e, em alguns casos, em entrenós de bambus. Apresentam hábito essencialmente diurno e silvestre, estando restritos a áreas de mata, embora possuam alto potencial de voo e possam se deslocar por distâncias de 6 a 11 quilômetros, dependendo da espécie. Apesar da postura ser realizada em ambientes úmidos, os ovos são muito resistentes à dessecação. A eclosão ocorre em épocas chuvosas, quando o contato do ovo com a água faz com que as larvas se desenvolvam. A maior proliferação de mosquitos durante a estação chuvosa provoca um grande aumento no número de casos de febre amarela. Quando o mosquito é infectado, permanece assim até a sua morte. Além disso, o vírus é transmitido da mãe para os seus ovos durante sete gerações. Apesar de não existirem indícios de infecção de mosquitos do gênero Sabethes com o vírus, eles também são potenciais vetores da febre amarela¹.

 

 

 

Referência:

 

(1)   Consoli, RAGB (1994) Principais mosquitos de importância sanitária no Brasil. Fiocruz, Rio de Janeiro.

 

 

 

Figuras 1 e 2. Mosquitos do gênero Haemagogus. Figura 3. Mosquito do gênero Sabethes.

Figuras 1 e 2. Mosquitos do gênero Haemagogus. Figura 3. Mosquito do gênero Sabethes.

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